Metade das pessoas que adotam animais desistem no dia seguinte

As associações protetoras de animais domésticos querem acabar com a adoção de cães ou gatos por “mero impulso” durante as campanhas promovidas em feiras, após as más experiências acumuladas ao longo dos últimos anos. “Cinquenta por cento das pessoas que aceitam adotar um animal, no dia seguinte já não o querem”, lamenta Sara Alves, responsável de adoção e presidente da Associação Sobreviver de Setúbal. Eis a razão pela qual esta instituição tem recusado entregar cães e gatos nos dias em que decorrem as campanhas, preferindo fazê-lo após posteriores contactos com os adotantes.

“É muito mau para os animais, que acabam por sofrer. Há quem os adote ainda bebés e os devolva já adultos, porque perderam a graça, ou quem os leve para casa mas acabe por descobrir que alguém na família é alérgico. É tudo aquilo que não queremos para os nossos animais”, alerta ainda a dirigente da Associação Sobreviver, uma das quatro instituições – as outras são o Projeto Conchinha, Rafeiros Leais e Pravi – que este sábado vão participar na Feira de Adoção de Setúbal. Pelo Parque de Vanicelos estarão cães e gatos recolhidos pela câmara sadina e por associações de proteção animal, entre as 10.30 e as 15.00.

Serão, sobretudo, animais mais jovens que vão estar presentes na feira, por serem aqueles que garantem mais simpatia de quem procura um cão ou um gato de companhia, já que é habitualmente mais difícil convencer alguém a adotar um animal de estimação mais velho.

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